terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Drea

Mas o melhor presente que recebi em toda a minha vida é muito fácil de saber. E nem foi no meu aniversário. Foi no meu desaniversário: 23 de junho de 1975!
(Pra quem não sabe, desaniversário é o dia do seu aniversário em outro mês. Minha mãe gostava tanto de festa, que às vezes ela comemorava o desaniversário, na falta de pretexto melhor!!).
Eu tinha 5 anos e meio. Naquela época eu não tinha a menor condição de avaliar como ele seria importante na minha vida. Mas sabia que dali pra frente as coisas não seriam iguais.
A primeira mudança é que meu cachorrinho foi imediatamente doado! Minha mãe, radical, decretou: Cachorro e recém-nascido não combinam!! E lá se foi o podlle que destruia todos os meus bichinhos de pelúcia. Mais tarde essa função seria exercida pela minha irmã, a recém-nascida em questão.
Sem sombra de dúvida, o melhor presente da minha vida foi minha irmã. Aprendi e aprendo muito com ela, sempre.
Imediatamente, graças a sabedoria da Mamãe, criamos um vínculo muito forte. Somos completamente diferentes, mas não desgrudávamos pra nada e nunca brigávamos!!
Até hoje a Mamãe diz que eu e a Dé nos unimos contra ela!!! (puro exagero, mas tudo bem)
Até hoje somos muito unidas. E espero que isso seja assim eternamente.
A Dé é uma pessoa muito especial, de uma paciência ímpar, extremamente companheira, de uma inteligência veloz e bem-humorada. Nunca vi pessoa mais prestativa que ela - mesmo morta de cansaço, ela está disposta a ajudar (às vezes até brigo com ela, pois acho que abusam disso). Generosa é uma palvra que também se aplica a ela, tem um coração de ouro!
Faz amigos com muita facilidade, uma das primeiras lições que recebi dela foi me permitir experimentar coisas e pessoas diferentes. Aliás, tolerância com o diferente também é uma lição de sua sempre sábia cartilha.
Morro de rir com ela! E nos entendemos só de olhar.
Ela é a minha grande e sempre presente amiga. É a melhor irmã que existe, mesmo quando brigamos, o que é raríssimo.
Querida Irmazinha, eu te amo muuuuuuuito!! Não posso imaginar minha vida sem você e meus dois sobrinhos lindos, presentes valiosos que você me deu.
Não há como expressar o amor que sinto por vocês!! Nem um milhão de palavras seriam suficientes pra isso.
Amo vocês, muito, muito, muito, muito, muito, muito!!!!!!!!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Homenagem aos amigos

Mais ou menos uma semana depois de começar esse texto, recebo o telefonema de um amigo, dizendo que tinha me mandado um Sedex.
Coincidentemente, ele estava me mandando os presentes que tinha comprado pra mim em sua última viagem de férias. Já fazia um tempão que ele tinha me falado desses presentes, nós já nos encontramos algumas vezes desde que ele voltou, mas nenhum de nós lembrou dos tais presentes.
Quando abri a caixa do correio, fiquei encantada!! Não exatamente com os presentes, os quais adorei, mas com a carta que os acompanhava. Meu amigo é apaixonado por história e suas viagens seguem os roteiros dessa paixão. Então, ele me trouxe lembranças de diversos países e relacionou cada ítem, pra que eu soubesse onde foi comprado e qual sua história. Adorei os presentes - todos muito fofos! - mas sua atenção em contar a história, como ele faria pessoalmente, me deixou comovida.
Na verdade, esse texto é muito mais um pretexto pra falar do valor das amizades. Meus amigos fazem parte da minha vida de uma forma muito cara. Cada um, a seu modo, me inspira, me alegra, me dá força, me apóia e me ajuda a ser feliz!
Definitivamente, sou uma pessoa muito abençoada!! Tenho bons e sinceros amigos. Pra mim eles valem ouro e minha vida não seria tão colorida sem eles!! O melhor presente que recebo de cada um deles é a amizade e o carinho que tornam minha minha vida muito mais saborosa!!
Queridos, muito obrigada por sua amizade!!
A beleza de Pessoa
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Pra agradar o Dany
Não escrevi antes porque não queria ser mal compreendida, quando disse ao Dany que iria escrever um texto pra ele, ele me entendeu mal, desconfiou que eu queria tirar alguma vantagem disso. Então, deixei o tempo passar, pra ele ter certeza de que eu queria apenas escrever sobre o mote que ele me deu, sem nem saber o que estava fazendo.
Mas, você deve estar se perguntando: quem é o Dany? Deveria conhecê-lo? Deveria, sim. Porque ele é um cara muito legal. Mas, provavelmente, você não o conhece, porque ele não é famoso.
Dany é, acima de tudo, um ser humano.
Nossa, que descoberta!!, diria você, irônico leitor (por falar em ironia, eu tô meio machadiana, né? Não no talento, claro, mas na mania de falar com o leitor).
Digo isso porque hoje é comum encontrar pessoas que são muito pouco humanas. Considero isso uma qualidade, e das grandes.
Dany é um professor (entre outras coisas) que se preocupa realmente em ensinar, que está mesmo preocupado se seu aluno entendeu o que tá sendo discutido em sala de aula. Só isso já me faz gostar dele.
Mas tem mais, ele é um sonhador. Ele sonha com pessoas que queiram realmente refletir sobre a realidade, sobre o que acontece hoje no mundo. Apesar dos obstáculos, ele crê que é possível melhorar o mundo com a reflexão crítica.
E por que eu chamo isso de sonho? Porque, infelizmente, eu vi que a maioria dos alunos dele não estava muito interessada nisso.
Mas eu também sonho com isso, talvez por isso tenha simpatizado com ele logo de cara.
Sonho árduo o nosso, né, Dany?! Mas, como dizia o Raul Seixas, "sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade." Vamos sonhando e construindo o sonho, dia a dia.
Taí, minha homenagem pro Dany, um sujeito que eu aprendi a respeitar.
Parafraseando Drummond
Quando meu sobrinho era bem menor, devia ter uns 4 anos ou menos, ele queria entender a agitação que tomava conta da casa em dezembro. O Natal ele entendia perfeitamente - dia em que o Papai Noel traz um monte de presentes.
Elvis não morreu
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Suas mãos
sempre em movimento,
suas mãos ansiosas querem
tudo ao mesmo tempo agora
imediatamente
(desconfio que nada (re)têm,
mas que tenho eu com isso?)
Para elas, serenar é não viver:
é preciso ganhar tempo!
Para mim, é preciso serenidade para
ver, sentir, tocar, ter prazer
(saborear demanda tempo)
Suas mãos são carros de fórmula 1,
engolidas pelo zunido dos motores.
As minhas, barquinho de pescador,
deslizam sem pressa pela calmaria da baía.
(dez/09)
Prazeres (inspirado em Brecht e Rubem Alves)
Cerveja com os amigos
(daqui, de lá e de acolá)
Ler
Reler
Cinema
Ouvir MPB, jazz, blues e samba
Dançar
Nadar
Caminhar no mato
As maritacas na minha janela de manhã
Passear de barco em Paraty
Sushi, sashimi e penne com molho vermelho
Olhar livros
Aula bem dada
Fotografar
Obras de arte
Carinho na gata manhosa
Ouvir coisas como: "Tia Cá, chuchu sou eu!!"
Matheus e Nayara
Pinga de alambique
Vinho e água
Comer chocolate
Cafuné
Beijo
Abraço apertado
Primavera
Sol
Cheiro de chuva
Respirar
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Negro Verde
verde? cinza?
cinzerdes olhos
olhos e claridade
emoldurados por cachoeira negra
cores, luz, amplidão
imagem invertida
pixels, lentes, imagens gravadas
na memória da câmera e do peito
II
olhos
voz
perna
ingênuas fotos fálicas
desejo (e medo)
contido
retido
substituído
adiado (será?)
Desejo
iluminada cauda de dragão serpenteando na negritude salgada
doce visão
nosso dom
Freiheit
contida
assustada
autoprotetora
presa em conchas azuis
Impermeável
penetrante
"Viver é perigoso"
ou tedioso?!
Tédio aborrecido
Morfeu como refúgio
Comunicação truncada.
Trancada. Onde?
Interdito para a alma,
epiderme, sim
corpo, sim
fellings, no
so dangerous...
Monalisa moderna


