Já que não consigo escrever - e olha que não é por falta de assunto ou vontade - posto essas fotos, que tirei no último fim de semana, quando mostrei parte de SP para um amigo carioca.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Rubem Alves
Ontem, estava lendo o Rubem Alves. O nome do livro é "Desfiz 75 anos".
Acho que é seu livro mais recente - ia escrever último livro, mas quero que ele esccreva muitos mais!!
"É inútil viajar para outros lugares se não conseguimos desembarcar de nós mesmos" (p.12)
Acho que é seu livro mais recente - ia escrever último livro, mas quero que ele esccreva muitos mais!!
"É inútil viajar para outros lugares se não conseguimos desembarcar de nós mesmos" (p.12)
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Muito pouco
Esses dias me lembrei dessa música, do Paulinho Moska
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida trás
Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero (mais)
Paulinho Moska - Muito Pouco
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco
Do muito que a vida trás
Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louco
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouco
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero (mais)
Paulinho Moska - Muito Pouco
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Poema emprestado
Quero crescer muito pra preencher seu vazio
Quero ser água pra matar sua sede
Quero criar asas pra voar pra longe,
quando você não me quiser por perto
Quero aguçar os sentidos pra saber
quando voltar e te dar colo.
Quero ser água pra matar sua sede
Quero criar asas pra voar pra longe,
quando você não me quiser por perto
Quero aguçar os sentidos pra saber
quando voltar e te dar colo.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Pássaro
Pássaro com a asa machucada
Alça voo -
Feliz, por estar voando, e
Dolorido, por ter sido ferido.
A ferida latejante,
escondida nas penas imponentes,
impede a plenitude do voo.
Que encontre o bálsamo
aliviador
apaziquante
suave
doce
terno
E alcance a plenitude.
Alça voo -
Feliz, por estar voando, e
Dolorido, por ter sido ferido.
A ferida latejante,
escondida nas penas imponentes,
impede a plenitude do voo.
Que encontre o bálsamo
aliviador
apaziquante
suave
doce
terno
E alcance a plenitude.
Saudades
Hoje me contaram uma história.
Me emocionei.
Um menino estava em fase terminal de uma doença grave.
Ele sabia que ia morrer.
Conversando com sua mãe, disse:
- Sei que você vai sentir saudades.
Mas a saudades é o amor que fica.
Me emocionei.
Um menino estava em fase terminal de uma doença grave.
Ele sabia que ia morrer.
Conversando com sua mãe, disse:
- Sei que você vai sentir saudades.
Mas a saudades é o amor que fica.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Trancar num cofre?
Hoje meu chefe me mostrou um trechinho de um poema do Antônio Cícero, poeta carioca, que tem tudo a ver com o que penso:
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa de vista.
Guardar uma coisas é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
Admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Oswald de Andrade


Ontem deu vontade de reler o Oswald de Andrade e hoje, de compartilhar uns poemas dele, do livro chamado Pau-Brasil, de 1925:
ESCAPULÁRIO
No Pão de Açúcar
De cada dia
Dai-nos Senhor
A poesia
De cada dia
3 DE MAIO
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
SOL
Uma vez fui a Guará
A Guaratingueta
E agora
Nesta hora de minha vida
Tenho uma vontade vadia
Como um fotógrafo
III
Granada é triste sem ti
Apesar do sol de ouro
E das rosas vermelhas
V
Que alegria teu rádio
Fiquei tão contente
Que fui à missa
Na igreja toda gente me olhava
Ando desperdiçando beleza
Longe de ti
VI
Que distância!
Não choro
Porque meus olhos ficam feios
E uns do livro Primeiro Caderno de Poesias do Aluno Oswald de Andrade, de 1927:
OFERTA
Quem sabe
Se algum dia
Traria
O elevador
Até aqui
O teu amor
AMOR
Humor
BALADA DO ESPLANADA
Ontem à noite
Eu procurei
Ver se aprendia
Como é que se fazia
Uma balada
Antes de ir
Pro meu hotel
É que este
Coração
Já se cansou
De viver só
E quer então
Morar contigo
No Esplanada
Eu qu'ria
Poder
Encher
Este papel
De versos lindos
É tão distinto
Ser menestrel
No futuro
As gerações
Que passariam
Diriam
É o hotel
Do menestrel
Pra m'inspirar
Abro a janela
Como um jornal
Vou fazer
A balada
Do Esplanada
E ficar sendo
O menestrel
Do meu hotel
Mas não há poesia
Num hotel
Mesmo sendo
'Splanada
Ou Grand-Hotel
Há poesia
Na dor
Na flor
No beija-flor
No elevador
PS: Os quadros são da Tarsila do Amaral, esposa do Oswald. Em um, que desconheço o nome (acho que não tem), ela retrata o marido e o outro chama-se Abaporu.
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