Por que "clepsidro-me"?!?!

Leia a primeira postagem e descubra!!! (clique aqui)







segunda-feira, 21 de novembro de 2011



Tristeza é uma mão gigante

que aperta seu coração





(Adriana Falcão - Mania de Explicação)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011



"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo"



José Saramago






Será que eu sei fazer isso?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Trancar num cofre?

Hoje meu chefe me mostrou um trechinho de um poema do Antônio Cícero, poeta carioca, que tem tudo a ver com o que penso:


Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.


Em cofre não se guarda coisa alguma.


Em cofre perde-se a coisa de vista.




Guardar uma coisas é olhá-la, fitá-la, mirá-la por


Admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Oswald de Andrade




























Ontem deu vontade de reler o Oswald de Andrade e hoje, de compartilhar uns poemas dele, do livro chamado Pau-Brasil, de 1925:




ESCAPULÁRIO


No Pão de Açúcar

De cada dia

Dai-nos Senhor

A poesia

De cada dia





3 DE MAIO


Aprendi com meu filho de dez anos

Que a poesia é a descoberta

Das coisas que eu nunca vi




SOL



Uma vez fui a Guará

A Guaratingueta

E agora

Nesta hora de minha vida

Tenho uma vontade vadia

Como um fotógrafo





III


Granada é triste sem ti


Apesar do sol de ouro

E das rosas vermelhas



V



Que alegria teu rádio

Fiquei tão contente

Que fui à missa


Na igreja toda gente me olhava

Ando desperdiçando beleza

Longe de ti





VI



Que distância!

Não choro

Porque meus olhos ficam feios




E uns do livro Primeiro Caderno de Poesias do Aluno Oswald de Andrade, de 1927:




OFERTA



Quem sabe

Se algum dia

Traria


O elevador

Até aqui

O teu amor



AMOR

Humor




BALADA DO ESPLANADA

Ontem à noite

Eu procurei

Ver se aprendia

Como é que se fazia

Uma balada

Antes de ir

Pro meu hotel


É que este

Coração

Já se cansou

De viver só

E quer então


Morar contigo

No Esplanada




Eu qu'ria


Poder


Encher


Este papel


De versos lindos


É tão distinto


Ser menestrel



No futuro


As gerações


Que passariam


Diriam


É o hotel


Do menestrel




Pra m'inspirar


Abro a janela


Como um jornal


Vou fazer


A balada


Do Esplanada


E ficar sendo


O menestrel


Do meu hotel


Mas não há poesia


Num hotel


Mesmo sendo


'Splanada


Ou Grand-Hotel



Há poesia


Na dor


Na flor


No beija-flor


No elevador



PS: Os quadros são da Tarsila do Amaral, esposa do Oswald. Em um, que desconheço o nome (acho que não tem), ela retrata o marido e o outro chama-se Abaporu.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011





Erótica é a alma



Adélia Prado

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Os Nerys
















Ontem à noite, enquanto arrumava uns livros, me deparei com um folheto de uma exposição do Ismael Nery, à qual fui em 2000, na FAAP (nossa, como guardo coisa!!).



Por coincidência, outubro é o mês de aniversário dele, que nasceu em 09/10/1900. Ismael foi pintor, desenhista e poeta bissexto, assim chamado porque não escrevia com regularidade.



Ele foi casado com Adalgisa Nery, jornalista e poetisa. E esse post nasceu por causa dela: no meio dos meus livros encontrei o tal folheto, no qual estava escrito, com minha letra apressada, um poema dela, que transcrevo abaixo.



Pra não ser injusta com o Ismael, coloco também um poema dele e uns quadros.







Teoria do Zero - Adaligisa Nery






O desejo que absorve dois corpos


E por instantes funde-os na unidade


Sentimentos com a força das marés vazantes


Baixam às próximas marés enchentes


Dois corpos abadonados, flutuando


No oceano aberto





Poema para ela - Ismael Nery


Acabaram-se os tempos.


Morreram as árvores e os homens.


Destruiram-se as casas.


Submergiram-se as montanhas.


Depois o mar desapareceu.


O mundo transformou-se numa enorme planície.


Onde só existe areia e uma tristeza infinita.


Um anjo sobrevoa os destroços da terra,


Olhando a coléra de um Deus ofendido.


E encontrou nossos dois corpos fortemente enlaçados


Que a raiva do Senhor não quis destruir


Para a eterna lembrança do amor maior.





PS: Os quadros são um autorretrato, um retrato da Adalgisa (por último) e o outro não sei se tem título.
























quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Veja só quão irônica é a vida: desde que comecei o curso de pós em Mídias Digitais, não consegui mais tempo de escrever no blog - minha principal atividade digital!!
Tenho que, urgentemente, reorganizar a vida e voltar a escrever!! Afinal, pra mim escrever é essencial, me faz entender melhor o que penso e sinto.
Ahhh, tenho que achar tempo pra tantas coisas - virtuais e reais!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"A nossa única defesa contra a morte é o amor"

Saramago

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Filmes no fim de semana




Sábado fui ao cinema, acabei me empolgando e assisti a dois filmes - só não vi o terceiro porque os horários das sessões eram incompatíves. Tinha tempo que não fazia isso!!


Foram dois filmes com o Gérard Depardieu, que como sempre estava maravilhoso!


O primeiro foi o "Minhas Tardes com Margueritte", que quase me fez chorar no final. Mas não pensem que o filme é triste. Na verdade, ele tem lá seus momentos de tristeza, mas são muito bem suavizados pelo jeito bonachão do personagem principal, Germain.


O filme trata da amizade entre Germain (G. Depardieu) e Margueritte (Gisele Casadesus), uma simpática senhorinha. O que une os dois? Livros!


A doce Margueritte é uma apaixonada por livros e acaba seduzindo Germain, um boa praça meio brucutu, com suas leituras. Sedução no sentido mais puro que existe, o afeto entre eles é sincero e inocente.


O que Germain encontra em Margueritte é o que não encontra em sua mãe, com quem tem uma relação bastante tumultuada, desde a infância.


O filme tem cenas muitos tristes, como as humilhações sofridas por Germain, outras muito doces, como as belas palavras que ele diz a namorada após terem feito amor, e outras muito engraçadas, como a que ele devolve o dicionário com que Margueritte o havia presenteado porque não concordava com suas definições.


O outro filme foi "Potiche", com Depardieu e Catherine Deneuve, que está ótima. Essa história gira em torno da dona de casa que, por questões circunstanciais, assume a presidência da fábrica da família, inesperadamente se dá muito bem na empreitada e toma gosto pela coisa. Um filme que trata de coisas muito sérias de uma maneira leve e divertida. As relações familiares e sociais são expostas e, com elas, a hipocrisia da sociedade.


O filme de Ozon, embora muito diferente, me fez lembrar do Gil Vicente, que usava suas peças para expor a sociedade da época e tentar "educá-la".


Ozon ambienta seu filme no final da década de 70, mas temos a impressão de que a história e as questões que ela levanta são atualíssimas! Talvez esse seja o motivo de acharmos tão engraçadas algumas situações.












quarta-feira, 20 de julho de 2011

Uma vez li, não sei onde, a seguinte frase:



"Estou onde me ponho"




Ando pensando muito nisso ultimamente...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O jardim, convite à preguiça, exige trabalho constante.


Carlos Drummond de Andrade



Fazia muito tempo que não lia o Bandeira. Hoje reli. Eis um poema do livro Belo Belo:


O Rio



Ser como o rio que deflui

Silencioso no meio da noite

Não temer as trevas da noite

Se há estrelas no céu, refletí-las




E se os céus se pejam de nuvens

Como o rio as nuvens são água,

Refletí-las também sem mágoas

Nas profundidades tranquilas




domingo, 17 de julho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

seus movimentos
seu toque
seus beijos
embaçam meus pensamentos

nossa secreta loucura
que só a almofada presencia

o que sinto?

07/05/11
suas mãos
nas minhas costas

seus dedos
na minha palma
na minha alma
na minha falta de calma

sua pressão
na minha garganta

meus dedos
nos seus caracois

você
em mim